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Na manhã desta terça-feira, um grupo de pacientes que aguardam cirurgia bariátrica realizou um protesto pacífico em frente à Prefeitura de Campos dos Goytacazes, cobrando respostas sobre a demora nos procedimentos. Alguns dos manifestantes estão na fila desde 2019, enfrentando sérios riscos à saúde enquanto esperam que exames e encaminhamentos sejam regularizados.
“Bariátrica não é estética, é saúde!”
Com faixas e cartazes, os pacientes chamaram a atenção para a urgência do caso. “Bariátrica não é estética, é saúde!”, destacou uma das participantes. A preocupação principal do grupo é que a demora na realização das cirurgias pode gerar complicações graves, impactando diretamente a qualidade de vida e até colocando em risco a sobrevivência dos pacientes.
“Alguns de nós já estamos com exames prestes a vencer. A saúde se deteriora a cada dia que passa sem um posicionamento concreto”, afirmou Maria de Souza, paciente em espera há mais de três anos.
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Cobrança por respostas
O grupo busca mais do que promessas. Segundo o assessor do prefeito, Vitor Menez e Artur, uma resposta oficial será dada às pacientes. No entanto, a comunidade enfatiza que deseja soluções efetivas e imediatas, e não apenas posicionamentos administrativos.
“Queremos ação, não mais promessas. Cada dia de espera é um risco para nossas vidas”, declarou João Ferreira, outro paciente que participa do protesto.
Contexto da situação
A cirurgia bariátrica é reconhecida como um procedimento essencial de saúde, indicado para pacientes com obesidade severa e que enfrentam complicações médicas. A demora em realizar o procedimento dentro do Sistema Único de Saúde (SUS) tem sido motivo de protestos em várias cidades, e Campos não é exceção.
Especialistas alertam que atrasos prolongados podem levar a problemas cardíacos, diabetes agravada, hipertensão e até situações de risco de morte.
O que esperar
A Prefeitura ainda não informou um prazo específico para a realização das cirurgias, mas garantiu que uma posição será apresentada em breve. Enquanto isso, os pacientes e a comunidade local seguem pressionando por ações concretas e rápidas, reforçando a importância de tratar a questão como prioridade de saúde pública.

