Paulo Cothé desabafa na tribuna e expõe desigualdade política em Campos

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O vereador Paulo Cothé protagonizou um momento de forte emoção na tribuna da Câmara Municipal de Campos dos Goytacazes 01/10. Em um discurso inflamado, ele relatou frustração com promessas não cumpridas, desigualdade na distribuição de obras e a falta de retorno por parte do governo municipal.

Segundo o parlamentar, sua fala foi um “desabafo que muitos não têm coragem de fazer”, mas que ele decidiu expor para não se calar diante do que considera injustiça política.


Obras atrasadas e promessas não cumpridas

Em seu discurso, Cothé citou dois exemplos concretos de demandas que não saíram do papel:

  • A reforma do BS do Parque Santa Helena, que já acumula 10 meses de atraso.
  • A OBS do Parque Cidade Luz, outro pedido de sua autoria que também não avançou.

Enquanto isso, segundo ele, “obras de milhões e milhões” são liberadas para outros vereadores, revelando uma disparidade de tratamento dentro do Legislativo.


Desigualdade entre vereadores

Cothé destacou que não aceita ser tratado como inferior dentro da Casa, lembrando que, apesar de ter recebido menos estrutura e apoio, conquistou votos expressivos em Guarus.

“Eu não sou melhor do que ninguém, mas também não sou pior. Não sou puxa-saco, não lambo saco de ninguém. Eu sei fazer política”, afirmou.

O vereador também questionou a concentração de benefícios em determinados parlamentares, enquanto outros, como ele, enfrentam dificuldades até para conseguir pequenas reformas.


Relação com o governo

O parlamentar expôs ainda insatisfação com a condução do diálogo entre Executivo e Legislativo. Ele relatou que chegou a alinhar demandas diretamente com o prefeito, mas, após repassar os pedidos a lideranças do governo, nada foi executado.

“Algumas coisas que alinhei com o prefeito não aconteceram. Se eu não falar, eu passo mal. Pode falar o que quiser, mas eu preciso expor isso”, disse.

Cothé afirmou que não tem medo de ficar “na geladeira”, mas pediu respeito e retorno às suas solicitações.


Desabafo pessoal

No tom mais emotivo do discurso, o vereador lembrou que está em seu primeiro mandato, tem 40 anos e não depende da política para viver, mas que entrou na vida pública para ajudar.

“Se for para me engessar, me tira do grupo. Eu não vou aceitar sacanagem. Tenho minha dignidade e meu compromisso com quem me elegeu.”


Reflexos do discurso

O desabafo de Paulo Cothé joga luz sobre uma questão recorrente na política municipal: a desigualdade no acesso a recursos, obras e apoio governamental. Sua fala expõe a dificuldade de vereadores considerados “menos prestigiados” em garantir melhorias para as comunidades que representam.

Mais do que um desabafo pessoal, o episódio revela a urgência de maior transparência, igualdade e clareza nos critérios de distribuição de obras e investimentos em Campos dos Goytacazes.

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